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Otologia para a Prova de Título

Conteúdo da ORL Lab, referenciado no Tratado da ABORL-CCF · atualizado em agosto de 2026

A Otologia é a área que mais aparece na Prova de Título. No banco da ORL Lab são 400 questões só dela — cerca de 16% de tudo que temos, e uma proporção parecida com a que você encontra na prova. Se houver uma área para não deixar por último, é esta.

Este guia reúne o que se repete ano após ano, onde estão as pegadinhas clássicas e dez questões comentadas para você testar agora, sem cadastro.

O que mais cai em Otologia

Levantando a distribuição temática das 400 questões de Otologia do nosso banco, seis assuntos concentram a maior parte:

Três armadilhas recorrentes

Confundir as três otoscleroses. A histológica não tem sintoma. A clínica dá perda condutiva por fixação da platina do estribo. A coclear dá perda sensorioneural pura. A prova gosta de descrever uma e pedir o nome da outra.

Achar que paralisia facial na otite média pede mastoidectomia. No adulto com otite média aguda que evolui com paralisia facial periférica, a conduta inicial é antibiótico mais miringotomia. Mastoidectomia fica para quem não responde, e descompressão do facial não tem indicação nesse cenário.

Tratar zumbido como diagnóstico. Zumbido é sintoma. Quando o enunciado traz zumbido unilateral com perda assimétrica, a pergunta quase nunca é sobre o zumbido — é sobre investigar lesão retrococlear.

Como estudar esta área

O erro mais comum é estudar Otologia pelo capítulo, do começo ao fim, e chegar na prova sem saber onde está frágil. Otologia é grande demais para isso funcionar. O caminho que dá resultado é o inverso: responder questões primeiro, descobrir quais dos seis temas acima estão fracos, e só então abrir o Tratado no capítulo certo.

É a diferença entre estudar o que dá conforto e estudar o que dá ponto. Quem revisa colesteatoma pela terceira vez porque gosta do assunto continua perdendo os mesmos pontos em perda auditiva genética.

Dez questões comentadas de Otologia

Todas no formato da prova de título, com comentário completo. Clique em cada uma para ver a resposta.

01 A infecção do ápice petroso (petrosite) pode-se manifestar pela Síndrome de Gradenigo, que é caracterizada por:

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Resposta: B

A síndrome é caracterizada pela dor facial profunda por irritação do Gânglio de Gasser, a presença da própria otite e a paralisia do nervo abducente ipsilateral.

02 A erosão ossicular mais comum na Otite Média Crônica Colesteatomatosa se dá no:

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Resposta: A

A inflamação crônica da orelha média leva a uma mudança de toda vascularização da orelha média. Um dos ossículos com irrigação sanguínea mais precária é a bigorna, especificamente o processo longo dela é o mais vulnerável.

03 Paciente com otite média crônica colesteatomatosa, apresentando vertigem à pressão do tragus, sugere:

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Resposta: A

Ao pressionar o tragus, aumentamos a pressão na orelha média, que no caso de fístula de canal semicircular lateral, como no caso, acaba disparando uma crise vertiginosa, chamada de fenômeno de Hennnebert.

04 A otosclerose pode ser classificada em otosclerose histológica, clínica ou coclear. Como a otosclerose coclear se apresenta clinicamente?

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Resposta: A

A otosclerose histológica se caracteriza por presença de foco limitado à cápsula ótica, sem sintomatologia. A otosclerose clínica se apresenta com manifestações auditivas secundárias à fixação da platina do estribo, levando a perdas auditivas condutivas, ou eventualmente com acometimento secundário do endósteo coclear, levando a perdas mistas. Já a otosclerose coclear apresenta invasão do endósteo coclear, sem a fixação da platina do estribo, ocasionando perda auditiva sensorioneural pura.

05 Qual das situações abaixo pode ser considerada uma complicação tardia da cirurgia de estapedotomia na otosclerose?

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Resposta: A

A fístula perilinfática pode ocorrer tanto como complicação precoce, como tardia. Seus sintomas serão de perda auditiva sensorioneural, por vezes associada a zumbidos e vertigem por causa do rompimento da membrana cicatricial na janela oval, com os testes de fístula positivos. As outras complicações só ocorrem precocemente, em decorrência da manipulação cirúrgica da orelha média.

06 Na ressonância magnética, o Schwannoma vestibular aparece:

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Resposta: D

Na ressonância magnética o schwannoma vestibular apresenta-se isointenso ao parênquima cerebral em T1 e hipointenso em T2, porém com evidente realce com contraste paramagnético (gadolínio).

07 Num paciente adulto com otite média aguda que evoluiu com paralisia facial periférica, além da antibioticoterapia a melhor conduta inicial é:

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Resposta: A

Nos pacientes com OMA e PFP, além da antibioticoterapia deve-se realizar a miringotomia, deixando a mastoidectomia reservada apenas para os casos que não evoluem, bem como o tratamento inicial. A descompressão do nervo facial não tem indicação nos casos de otite média aguda.

08 A otite externa necrosante (maligna) tem como agente etiológico mais frequente:

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Resposta: C

A otite externa necrosante ocorre tipicamente em idosos diabéticos ou imunocomprometidos e tem a Pseudomonas aeruginosa como principal agente. O tratamento baseia-se em antipseudomonais sistêmicos prolongados e controle glicêmico.

09 A síndrome de Pendred é caracterizada pela presença de surdez e bócio. Pacientes com síndrome de Pendred frequentemente apresentam achados radiológicos de que tipo de malformação do sistema auditivo?

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Resposta: A

A Síndrome do aqueduto vestibular alargado (LVAS) e a síndrome de Pendred têm mutações no gene PDS, sugerindo que LVAS e síndrome de Pendred configuram um espectro comum. O aqueduto vestibular alargado e partição coclear incompleta são as malformações mais frequentes presentes na síndrome de Pendred.

10 A principal indicação do implante coclear em adulto é a perda auditiva:

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Resposta: B

O implante coclear está indicado na perda neurossensorial severa a profunda bilateral com reconhecimento de fala insatisfatório mesmo com aparelhos de amplificação sonora individual bem adaptados.

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Veja também: Guia completo da prova · Rinologia · Cabeça e Pescoço · Laringologia · Pediatria · Otoneurologia

Sobre este conteúdo. As questões vêm do banco da ORL Lab, escritas no formato da Prova de Título e referenciadas no Tratado de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da ABORL-CCF. Cada questão traz comentário em todas as alternativas e a indicação do capítulo correspondente. Conheça o projeto.